História 16: As mães canibais
As mães canibais
Em tempo de extrema fome na terra de Samaria, duas mães combinam de cozinhar e comer os próprios filhos.
II Reis 6:24-33
No tempo em que Jorão reinava em Israel, Ben-Hadade, rei da Síria, cercou todas as terras de Samaria com suas tropas. Por ter suas fronteiras fechadas pela Síria, começou a faltar recursos dentro da cidade de Samaria. Como o comércio havia enfraquecido e a cidade estava desabastecida de recursos, até o que não tinha qualquer valor começou a ser vendido por alto preço. Em pouco tempo, faltava tudo na cidade e Samaria foi abalada por uma gravíssima fome. A situação ficou desesperadora tanto para ricos quanto para pobres. Em Samaria vendia-se até cabeça de jumento por oitenta peças de prata. Já a fome supervalorizou até as fezes de pombos, que eram vendidas por cinco peças de prata cada duzentas gramas.
Mas além da falência da terra, faliu-se também a humanidade das pessoas, que chegaram ao ponto de cometer atrocidades para matar a fome. As pessoas de Samaria, que viviam acostumadas à fartura, agora disputavam fezes de pombos para se alimentarem e algumas chegaram ao extremo de apelarem para o canibalismo para sobreviverem.
Certa vez, estando o rei de Samaria passando pelo muro da cidade, uma mulher tomada por uma aparência de desespero começou a gritar diante do rei dizendo: Acode-me, ó rei, meu Senhor!
O rei olhou para a mulher e friamente disse: Se o Senhor não te acode, de onde te acudirei eu? Terei eu trigo ou vinho para ajudá-la?
Mas vendo o estado de desespero da mulher, o rei disse-lhe ainda: que tens? Ao ouvir o que a mulher disse, o rei entrou em estado de grande abalo emocional.
A mulher apresentou ao rei uma outra mulher, que não tinha o mesmo parecer de desespero, mas, ainda assim, tinha uma aparência castigada pela miséria que assolava Samaria. Era como se o silêncio dessa segunda mulher disesse que pior do que estava não ficaria mais.
A primeira mulher então desabafou aos prantos o que havia acontecido. Ela disse ao rei que a outra mulher disse a ela: já que não temos mais nada para comer, vamos cozinhar o seu filho hoje e comê-lo, e amanhã cozinhamos o meu filho para fazermos a última refeição de nossas vidas. O rei, já em estado de choque, continuou ouvindo a história da mulher. Ela finalizou dizendo que elas jantaram o filho dela, mas que a outra mulher, no dia seguinte, recusou-se a cozinhar o próprio filho e o escondeu, não cumprindo o trato.
Sem poder suportar mais ouvir a miséria das palavras daquela mulher, o rei, em alto estresse emocional, rasgou as próprias vestes.
O rei começou a caminhar pelo muro da cidade em total desconsolo e o povo viu que ele, por dentro, vestia panos de saco, o que em Israel significava um manifesto de grande sofrimento interior.
O rei perguntou ao profeta Eliseu se foi Deus quem fez cair toda aquela desgraça sobre Samaria. O profeta Eliseu deu a seguinte mensagem da parte Deus ao rei: “Amanhã a esta hora, você poderá comprar em Samaria três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada por uma peça de prata.” Essa mensagem anunciava que a prosperidade estava chegando à Samaria e que os dias de fome chegavam ao fim.
No dia seguinte, os sírios já haviam fugido de Samaria e deixado no arraial muita abundância de alimentos. Conforme a palavra do Senhor, Samaria foi abençoada com muita fartura. Fiel é Deus!
Textos sugeridos
IIRe 7:1-2 - Eliseu anuncia, da parte de Deus, prosperidade e fartura para Samaria.
IIRe 7:16-18 - O povo recebe de Deus grande fartura.
IIRe 7:19-20 - A pessoa que não creu no anúncio de prosperidade do profeta Eliseu morre atropelada pelo povo que corria em direção à aos alimentos abandonados no arraial dos sírios.
Sl 37:25 - O justo e a sua descendência não mendigarão o pão.
Reflexão
Canibalismo, o extremo da fome ou da miséria espiritual
O canibalismo é uma prática comum para índios selvagens, mas para os demais seres humanos, representa uma aberração da natureza humana praticada apenas em casos extremos de fome, miséria espiritual ou de ambos, como foi o caso das mães canibais de Samaria (II Re 6:24-33).
No caso de grave fome, pessoas podem chegar ao extremo de se alimentarem de carne humana. Em uma história real, dezesseis sobreviventes de uma queda de um avião nos Alpes da América do Sul, depois de comerem os alimentos que restaram no avião e não haver mais o que comer, não tiveram outra opção de sobrevivência senão comerem os cadáveres das pessoas que morreram no acidente.
A Bíblia anuncia previsões de canibalismo para períodos de grave fome vindos em conseqüência do pecado e da ausência de Deus (Lv. 26:29, Jr 19:9; Lm 2:20; Ez.5:10). Infelizmente, há pessoas que interpretam essas previsões erradamente e afirmam que o Antigo Testamento (AT) incentiva o canibalismo. Isso não é verdade, pois, dentro do contexto, esses textos são previsões e não poderiam ser incentivos do canibalismo pois, no próprio AT, Deus proíbe comer sangue e tocar corpos mortos. Além disso, A Bíblia orienta desde o Gênesis uma alimentação saudável para o homem.
Já o canibalismo como miséria espiritual está relacionado a rituais satânicos ou a estado de grave loucura. Em rituais satânicos, acredita-se que comendo a carne de uma pessoa, absorve-se a energia, e o poder dessa pessoa. No caso de loucura, um exemplo foi o alemão Fritz Harmann, conhecido como o Vampiro de Hannover, que foi condenado em 1924 pelo assassinato de 27 garotos. Ele fazia salsicha da carne dos meninos, não somente para consumo próprio, como também para venda em seu açougue.
O canibalismo, portanto, sempre virá de uma necessidade, da loucura humana ou do primitivo desejo de poder, mas não de Deus.
Postado por Márcia Gonçalves de Oliveira às 18:22
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Marcadores: canibalismo, cerco da cidade, fartura, Fome, indignação,
Antes de tudo não estou justificando a atitudo tomada pelo Wellington Menezes de Oliveira. O que estou colocando em questão é o fato do bullying. Venho acompanhando as reportagens sobre esse caso, e em todas ele foi classificado com um perfil psicopata e com problemas mentais enfim. Dentre outras classificações. Mas uma me chamou bastante a atenção, que foi a entrevista com um garoto que era o melhor (e unico) amigo. Esse amigo disse o seguinte: "WELLINGTON ERA UM ALUNO QUE TINHA BOAS NOTAS E MUITO DISCIPLINADO E APESAR DE ELE SER UM RAPAZ FECHADO ELE ERA PARTICIPATIVO NA EDUCAÇÃO FISICA E JOGAVA MUITO BEM FUTEBOL". Mas uma coisa dita pelo amigo me chamava muito a atenção. O amigo disse o seguinte: "POR ELE SER UM RAPAZ FECHADO, ELE NÃO SE ENTURMAVA COM O OUTROS JOVENS E POR ISSO ELE ERA MUITO DISCRIMINADO E VIVIA SOFRENDO HUMILHAÇÃO PRINCIPALMENTE DAS MENINAS QUE O TAXAVAM DE HOMOSSEXUAL, PELO SIMPLES FATO DE ANDAR APENAS COM UM UNICO AMIGO E QUASE NUNCA SER VISTO COM MENINAS. E QUE OS OUTROS GAROTOS O PEGAVAM O LEVAVAM PARA O BANHEIRO E COLOCAVAM A CABEÇA DELE DENTRO DO VASO E DAVAM DESCARGA". Isto é. Ele sofria o chamado bullying e sofria isso durante os 5 anos em que estudou lá. Não justo pensar que nem todos sabem lidar com esse tipo de coisa. E que no caso dele não era difente? Pode-se pensar tambem que por ele não conseguir lidar com isso ele guardou na mente todas essas humilhações e por isso ele agiu assim?
MAIS UMA VEZ NÃO JUSTIFICANDO TAL ATO MONSTRUOSO.
QUERO RESALTAR AQUI. Eu tenho 40 anos e na minha infancia eu tambem sofria humilhação dos outros meninos, pois não tinha muitos amigos e tambem não sabia me defender e por conseguinte não sabia brigar. E constantemente eu apanhava dos outros garotos e sem motivo algum. E ate colocaram coco de cachorro em minha mochila Eu tinha muitos motivos para ser revoltado e não vou negar, tambem desejava tudo de ruim para os garotos que me humilhavam. EM ALGUNS CASOS NEM MINHA MÃE AJUDAVA, JA QUE POR APANHAR NO COLEGIO EU CHEGAVA SUJO E EM CASA LEVAVA UMA OUTRA SURRA. ISTO É...EU LEVAVA UMA SURRA POR LEVAR UMA SURRA. Diferente do matador de realengo eu consegui canalizar essa raiva.
COMO? Eu procurei canalizar esse odio na forma de mais dedicação. Eu estava com raiva, simplesmente chegava entrava em meu quarto e me perdia nos estudos e deixava esse mundo FDP de humilhação la fora. Estudei e estudei muito e foi o que me ajudou a lidar com isso.
Hoje com tudo que sofri me considero vencedor, pois sou um micro-empresario e tenho sob minha direção varias locadoras de video e lan houses. Tenho meu carro importado e minha casa na praia e sou casado com uma mulher linda e maravilhosa.
E DIGO AOS AMIGOS DO YAHOO. ESSA FOI A FORMA QUE ENCONTREI DE DAR O TROCO AOS GAROTOS (HOJE HOMENS) QUE ME HUMILHARAM NO PASSADO E QUE HOJE SÃO OBRIGADOS A ME RESPEITAR.
Não seria caso de aos responsaveis (professores, diretores e pais de alunos) reverem com carinho conscientizando aos jovens de hoje o prejuizo que o bullying pode causar no jovem?
Ainda que Wellington não ter sabido lidar com a situação. E com a cabeça no lugar. Tambem não é justo pensar que as humilhações que ele sofreu durante anos, foram responsaveis direta ou indiretamente pela atitude agora por ele tomada? E que antes de ele executar esse massacre ele foi massacrado psicologicamente e fisicamente por anos pelos garotos?
OBS: NADA JUSTIFICA ELE TER FEITO ISSO, MAS NÃO É INTERESSANTE, QUE A SOCIEDADE E RESPONSAVEIS (PROFESSORES, DIRETORES E PAIS DE ALUNO). COMEÇEM A REVER O LANCE DO BULLYING NAS ESCOLAS, JA QUE DEPOIS DA FAMILA ELA É RESPONSAVEL PELA FORMAÇÃO DO CIDADÃO DE HOJE?


